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Sim, leu bem. Cabo Verde está nas mãos de Gualberto do Rosário.

O presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde vai ser pago pelo Estado para promover a marca Cabo Verde no exterior, em regime de exclusividade. Sendo o turismo o principal responsável pelo PIB, o futuro do país depende do desempenho desse economista.

A história conta-se assim: Depois da auditoria feita ao Fundo do Turismo, no passado mês de Junho, o Governo entendeu que seria melhor alterar a orgânica no Turismo criando um instituto que terá também sob sua responsabilidade os Transportes (que mistura!). Ora, a parte da promoção Turística, ou seja a marca Cabo verde, ficará com a Câmara do Turismo, presidida por Gualberto do Rosário.

O ministro da Economia, José Gonçalves, aprovou a ideia por isso aprovou um projecto que, inicialmente, dava à Câmara do Turismo 10 por cento da receita arrecada pelo Fundo do Turismo. O valor era elevado, pelo que o ministro das Finanças e Planeamento, Olavo Correia, resolveu baixar o valor proposto.

Vem daí que Gualberto do Rosário, enquanto presidente da Câmara do turismo de Cabo verde, uma instituição privada, vai passar a receber 5 por cento do Fundo do Turismo para promover a marca Cabo Verde no estrangeiro.

Esta é, de resto, uma solução estranha, pois o Governo entrega a um privado toda a politica de promoção turística do país, quando o executivo poderia gastar muito menos se envolvesse as embaixadas e consulados espalhados pelo mundo. Ou seja, este dossier deveria ser assumido pelo Estado de Cabo Verde – e não um particular – por ser de interesse nacional. O governo do MpD acaba por copiar a receita do anterior Governo que cedera essa missão (promoção turística) também a um privado, o irlandês Tom Sheehy, dono da Cape Verde Development.

Sheehy, desde então, só promoveu os seus resorts e outros negócios em Cabo Verde à custa dos cabo-verdianos. Agora é a vez da CTCV, liderada por Gualberto do Rosário – empresário que mais beneficiou dos Fundos do turismo entre 2013 e 2015, tendo recebido cerca de 72 mil contos sem contar a verba de apoio para a realização do Santa Maria Soccer Beach – poder fazer o mesmo.

The insider

Nota: O texto é da responsabilidade do autor