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O primeiro-ministro negou que vai mexer na sua equipa governativa. Mas ele vai. E será logo no início de 2017.

Quem vai cair? E quem vai subir? Ulisses já sabe. Nós também.

Os políticos, sabemo-lo, têm duas caras e incontáveis palavras. Há o semblante solene e sorridente que apresenta ao público e há, em privado, o franzir da testa, a mão na mesa e “chicotadas” psicológicas. 

Há dias, quando veio a público a notícia de que o pseudo super-ministro da Economia e Emprego pedia para deixar o Governo na próxima paragem, o primeiro-ministro tratou logo de desdramatizar o caso, dizendo inclusive que não vai haver remodelação governamental tão logo.

Segundo Ulisses Correia e Silva, “é ridículo” falar de remodelação quando o governo está em funções há apenas cinco meses. Nisso ele tem razão, até porque, seria politicamente incorrecto anunciar tal mexida no seu executivo sem antes comunicar os órgãos do partido. Além disso, falar de mexidas no elenco sem antes conversar com os ministros pode criar instabilidade e ansiedade na equipa. 

Só que, ao que apuramos, UCS vai mesmo avançar com um reajuste na estrutura governativa, forçada pela provável saída de José Gonçalves do Ministério da Economia e Emprego, como parece ser a firme pretensão do referido governante.

Além disso, o primeiro-ministro deve aproveitar para rearrumar a casa com vista a dar novo fôlego ao executivo. A ideia é dividir o actual Ministério da Economia em dois, passando, por exemplo, a pasta do Emprego para Elísio Freire, ministro que tutela Presidência do Conselho de Ministros e o Desporto. Ou seja, confirma-se para já que Freire, um dos vice-presidentes do MpD, vai manter-se de pedra e cal no Governo.

Para a Economia propriamente dita, Ulisses Correia e Silva procura ministráveis. Sabemos que já consultou alguns economistas da sua entourage para agarrar esta pasta delicada do governo. E ele já sabe quem vai chamar para o Governo logo no início de 2017, ou seja depois das festas natalícias e do fim do ano. Esse será o prazo dado por José Gonçalves para manter-se no cargo até que seja encontrado o seu substituto.

Outras quedas poderão acontecer até lá, mas por ora sabe-se que apenas Gonçalves já dado como fora do executivo na “próxima paragem” para reabastecer e recauchutar este comboio sem carris dirigido por Ulisses Correia e Silva. Remodelação ou mero reajuste no elenco, o certo é que este trem vai parar para entrar deixar sair um passageiro e entrar pelo mais um.

Afinal, quem vai para o Governo? Já sabemos pelo menos um nome (e para a Economia), mas só o vamos anunciar nas próximas semanas.  

The Insider