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Acredita-se que a anterior gestão camarária, liderada pelo ex-edil, Franklin Tavares, terá lesado o município em milhares de contos desviados

Supostamente, da verba para a construção do estádio relvado daquele concelho do interior de Santiago.

Este é um assunto que, segundo soubemos, está a correr de boca em boca em São Domingos. E está repleto de mistério, por ora. Mas os munícipes daquele concelho do interior de Santiago acreditam que a verba emprestada ao banco Comercial do Atlântico para relvar o estádio local não foi utilizada na totalidade.

Vamos contar esta história de trás para frente: a Câmara, então dirigida pelo arquitecto Franklin Tavares, foi pedir à Assembleia Municipal o aval para contrair um empréstimo bancário no valor de 39 mil contos para fazer o arrelvamento do campo de Nora, localidade próxima do centro da cidade.

A proposta passou com os votos dos deputados do MpD (maioria na assembleia) e o dinheiro foi disponibilizado em tempo e hora. A Câmara contratou então a empresa Sibafil Lda, sucursal de uma empreiteira do mesmo nome em Portugal, para fazer a obra.

A Sibafil, Lda, seria, segundo se diz à boca fechada naquele município, uma empresa com ligações ao ex-presidente, Franklin Tavares. O certo é que a empreiteira foi paga para o efeito e chegou, efectivamente, a fazer os trabalhos de arrelvamento do referido campo.

Mas muitas discrepâncias neste processo levam os locais a duvidarem da seriedade do negócio. Primeiro porque, dos 39 mil contos que a Assembleia Municipal aprovou como empréstimo junto do BCA, o ex-edil, Franklin Tavares, disse depois que só recebeu do banco 31 mil. E à imprensa garantiu que foram utilizados 29 mil contos. Tavares afirmara então que só o arrelvamento custou 18 mil contos e que o dinheiro restante foi aplicado na vedação do campo.

Os números claramente não batem certo. Para já, estranha-se que só para relvar um campo de futebol custe tanto assim, quando na Praia, e com melhores condições, custou 15 mil contos. E depois questiona-se onde foi parar o resto da verba.

E entra aqui a Sibafil, Lda. Esta empresa teria sido contratada e paga para fazer todo o trabalho de arrelvamento e vedação do estádio. Mas, segundo os munícipes, quem estava a fazer a cerca eram os próprios funcionários da Câmara Municipal. Significa isto que, além dos 18 mil contos para a colocação da relva a autarquia não teve mais despesas já que usou os seus próprios funcionários para levantar paredes e meter grades.

A suspeita é de que a CM utilizou seus trabalhadores de construção civil para ajudar a referida empresa a poupar dinheiro, cujo destino se desconhece, ou seja, há rumores de que o ex-edil teria beneficiado com este esquema, mas não se sabe ao certo.

Coincidência ou não, as poucas obras da Câmara liderada por Franklin tavares tiveram sempre na Sibafil o seu parceiro, o que aumenta a desconfiança nas relações entre Tavares e a empresa portuguesa.

Esse estádio, cuja obra terminou nos finais de Agosto/início de Setembro, nunca foi inaugurada, porque a Comissão Nacional de Eleições impediu, porquanto estava-se em período de campanha eleitoral – apesar de Franklin Tavares não ser candidato à sua sucessão de um único mandato.

Os deputados municipais do PAICV referiram esta terça-feira, 30, a este caso, ainda que de relance, na conferência de imprensa que deram depois de cinco dias de visita ao concelho. Mas não foram a fundo. 

Este é mais um caso a somar ao dos catorze funcionários fantasmas descobertos recentemente e cujas responsabilidades terão de ser assacadas. Caso contrário, a actual equipa liderada por Clemente Garcia será cúmplice. E quem guarda ladrão, ladrão é.

Sniper