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Maior partido da oposição está agora do lado do sindicato dos agentes da Policia Judiciária na sua reivindicação para haver um novo estatuto da Classe.

Antes, quando era Governo, o PAICV era contra, obrigando inclusive a uma greve da PJ.

Até onde vai a hipocrisia na política? Até ao limite da honestidade. Que é pouca. O PAICV está mostrar isso mesmo agora que tenta sobreviver na oposição. E há um exemplo claro e fresco: os novos Estatutos da Policia Judiciária.

Há cerca de um ano, quando o partido tambarina estava no poder, os agentes da Polícia Judiciária, cansados de bater na porta do então ministro da Justiça, José Carlos Correia, decidiram então anunciar uma greve de dois dias como forma de luta para verem se o Executivo recuava e fazia aprovar os novos Estatutos da classe.

O diploma, que deveria trazer as esperadas promoções e progressões na carreia, congeladas há anos, não mereceu a devida atenção do Governo, pelo que os agentes e (alguns) inspectores paralisaram os trabalhos na PJ durante dois dias. Mesmo assim, as reivindicações dos profissionais da Judiciária não foram atendidas. 

Mais grave ainda: o então ministro da Justiça e que foi director nacional da PJ, José Carlos Correia, chegou inclusive a afirmar que se os agentes da judiciária avançarem com mais greve por tempo indeterminado (como ameaçaram logo a seguir à paralisação de dois dias que não surtiu efeito) o Governo haveria de contratar novos agentes para os substituir, desprezando claramente as reclamações e queixas desses profissionais.

Com a entrada do novo Governo, suportado pelo MpD, o sindicato da PJ voltou a tentar estabelecer contacto com a tutela a fim de ver resolvido esse impasse. A ministra da Justiça, Janine Lélis, mostrou alguma abertura, prometendo sentar-se à mesa com os agentes e encerrarem esse dossier.

E agora, o PAICV, querendo aproveitar-se da situação, mostra-se a favor das reivindicações da PJ, juntando a sua voz à dos agentes para exigir do Governo de Ulisses Correia e Silva uma atenção especial a uma classe essencial para a segurança e combate à criminalidade em Cabo Verde.

Caso mesmo para dizer, “essa é boa!”

Nota: Artigo da responsabilidade do autor