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Os nove meses do Governo do MpD no poder  serviram para taxar muita gente que teve a coragem de subir nos palcos de comícios  para  abanar a bandeirinha vermelha.

Substituir os dirigentes dos cargos de chefia do antigo Governo do PAICV é legitimo e aceitável até porque para Governar o Ulisses Correia e Silva precisa de gente de confiança ao seu lado. Até aqui tudo nos conformes embora, com o fim da comissão dos dirigentes, que maioritariamente foram reconduzidos para os cargos de origem, é nos difícil calcular a quantidade de assessores, secretárias e outros funcionários das suas afeições  que foram directamente para o desemprego.

Terminado este ano de reestruturação, substituições, vingança, e necessários  pés-nas-bundas, vamos descrever o cenário público e privado que se visualiza a olho nu  nestes 9 meses, no tocante a perda de legítimos postos do trabalho e aumento do número de desempregados.

A começar pela coitada da TACV que o Ulisses prometeu, no seu discurso de vitória, que continuaria a voar com a bandeira nacional e que hoje já não se tem tanta certeza, foram 150 trabalhadores maioritariamente chefes de família. Segundo o Ministro de Todas as Coisas é preciso racionalizar os recursos do Estado.

A engordar esse número vem o hospital Agostinho Neto da Praia onde 193 trabalhadores receberam este ano, como prenda do Natal, uma carta de demissão. A justificação é a mesma necessidade de racionalizar os recursos. 

No ministério dos negócios estrangeiros disseram que são 6 funcionários que eram afectos ao ministério das comunidades ora fundido, mas é visível que houve  despedimentos que não foram contabilizados na média ocorridas em simultâneo nos outros ministérios também extintos como o da Juventude Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos. Neste momento todos os funcionários dos 22 centros de juventude  do país estão em casa.

Nas  Câmaras Municipais, um pouco por todo o lado, chefes de famílias com vários anos de serviços também têm recebido a maldita carta  sem Djobe pa Lado, a titulo de exemplo temos a do Tarrafal de São Nicolau onde  5 funcionários, alguns com mais de 10 anos de serviço foram despedidos  sem processo disciplinar. 

Agora vamos ao sector privado que também, condicionado pela falta de incentivos do governo e desmotivação financeira, não tem como manter os funcionários. Falamos da Eco-bus da Assomada que fechou por alegada perseguição deixando uma dezena de trabalhadores desamparados, falo do jornal Ocean Press que fechou as portas sabe Deus porquê,falo do jornal Asemana que teve que  fechar o semanário impresso e a mandar 8 funcionários para a casa. 

Agora para reforçar a ala naval deste exercito de desempregados vem a Frescomar despedir de uma sentada 301 trabalhadores por falta da renovação de um contrato de exportação  

com a União Europeia e outras chatices com empresas do Estado.

Fazendo as contas, são quase  mil trabalhadores que entraram para a lista do Ulisses Correia e Silva para uma vaga nos 45 mil postos de trabalho nesta legislatura.

Mas segundo ele mesmo disse "uma coisa é o que se promete em Campanha outra coisa é estar a governar" ou seja não tenho a certeza se isto vai-se concretizar.

E assim vamos aguardando por dias melhores. Mas não se esquecem jovens que há sempre "pastel qui bo pode fazi e canja qui po pode bende" só não tem ainda é quem financiar o fogão, mas há sempre galhos nos campos.

LCM

Nota: Texto da Responsabilidade do Autor