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Presidente do MpD obteve 99 por cento dos votos de mais de metade dos 30 mil militantes inscritos para votar ontem, domingo, nas eleições directas no país e na diáspora.

Como era de esperar, quase a totalidade dos militantes do MpD com direito de voto no país e no estrangeiro (Portugal, França, Senegal, Guiné-Bissau, São Tomé e Principe, Angola e EUA) reforçaram o apoio ao candidato único à liderança do partido. Apenas 1 por cento dos militantes que foram votar não disseram sim à continuidade de Ulisses na presidência do MpD.

Tecnicamente, Ulisses Correia e silva se reelege com cerca de 20 mil votos, já que mais de 30% do partido sequer se dirigiu às urnas. Ainda assim, Ulisses Correia e Silva consegue reforçar a sua liderança com o voto massivo na sua candidatura nas 30 regiões e concelhias no país e na diáspora.

O sufrágio de ontem também serviu para a eleição dos 300 delegados do parido à Convenção agendada para os dia 3 e 4 de Fevereiro.  De notar, entretanto, que os seis delegados que representam os EUA só serão eleitos no dia 21 de janeiro, pelo que neste momento estão escolhidos 294 representantes do MpD de todas as regiões e concelhias e os residentes no estrangeiro.

Enfim, estas eleições serviram no fundo para confirmar que a Era Ulisses, ou período do Ulissismo, ainda vinga dentro do MpD, apesar de tímidas vozes, em Santiago e São Vicente, que se insurgem contra a liderança do actual líder ventoinha.

Ulisses, alheio a estas criticas, acentua a sua legitimidade como homem-forte do partido, sem oposição à altura entre os seus pares. Resta, contudo, esperar pela Convenção de 3 e 4 de Fevereiro para sabermos se a maioria dos delegados é a seu favor ou se, como alguns pretendem, grupos adversários contra a liderança vigente conseguem meter mais gente nos órgãos e impedir a hegemonia ulissiana. Tarefa difícil, senão irrealizável, da “oposição camuflada” de Ulisses.