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José Gonçalves, o super-ministro da Economia e Emprego, quer deixar o Executivo.

O governante, provavelmente cansado com tantas pastas e em choque com Olavo Correia, terá dito ao primeiro-ministro que quer sair já. Ulisses Correia e Silva, ao que soubemos, terá pedido ao seu super-ministro para aguentar até Dezembro/início de Janeiro, altura que poderá mexer na máquina governativa.

Ao que consta, e que se diz ainda à boca fechada, o ministro José Gonçalves estará com a cabeça em parafuso de tantas pastas que até lhe perde as contas e enormes desafios e exigências do sector empresarial. Mas sobretudo porque estará sendo desautorizado por Olavo Correia, o ministro das Finanças. Os dois estão, ao que consta, em constante choque de ideias em muitos dossiers como a TACV, financiamento ao Turismo, devolução do IVA às empresas, etc.

Neste jogo, Gonçalves demorou a perceber que não tem força para vencer o seu colega das Finanças, uma vez que Olavo, além de número dois na hierarquia do governo é também vice-presidente do MpD.

Ora, é esse politico que o titular da pasta das Finanças tem que Gonçalves não tem e que o torna um mero administrativo no aparelho do governativo. Daqui até Janeiro (presumimos até finais de Março) haverá remodelação governamental. É obrigatório. Porque a equipa escolhida por Ulisses Correia e Silva entrou mal. Gonçalves, se depender dele, será o primeiro a cair, mas há outros candidatos fortes: Abrãao Vicente, que chegou chegando, derrubando quase tudo que o seu antecessor criara, não só espantou os homens e mulheres da Cultura como acaba de entrar em desavenças com a classe jornalística, o que nunca é bom sinal. Se não sair agora, será na próxima paragem.

Eunice Silva, das Infra-estruturas, está apagadíssima, sobretudo depois de ir a São Vicente dizer que o desenvolvimento nesta ilha tem de parar. É claro que isto é falso (São Vicente está parado há anos) e foi isso mesmo que irritou os mindelenses, tendo a governante recuado para um canto, sem voz e, aparentemente, sem imagem.

E há Maritza Rosabal. A guerra com os professores está para durar e as medidas extremas que vem tomando colocam-na na pole position para substituição. Benefício da dúvida para o resto do elenco. Enfim, vamos aguardar para ver quem tomba primeiro. E quem cai com mais estrondo.
Sniper

Nota: O texto é da responsabilidade do autor