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Companhia aérea privada já reduziu para metade o número de voos e inclusive já mandou um dos ATRs de volta para asa Canárias.

Três meses depois de iniciar as operações com grande alarido, a Binter CV parece estar a recuar a sua posição no mercado. A companhia privada, subsidiária da Binter Canárias, havia trazido um segundo ATR e perspectivava um terceiro para este mês de Janeiro.
Mas além de, ao que soubemos, o terceiro aparelho poderá não vir, como o segundo avião já foi enviado de volta às Canárias por causa de fraca clientela. Ao que consta, o ATR de 72 lugares que vem fazendo as ligações inter-ilhas durante esses três meses tiveram uma média de 8 a dez passageiros por voo.
Por isso, a Binter CV reduziu consideravelmente o numero de voos diários. Se antes faziam 12 a 14 voos, neste momento só têm entre 6 e 8 viagens. E só para o triângulo Praia-Sal-São Vicente, o que denota problemas de tesouraria já nos primeiros 90 dias de funcionamento.
Vale referir também que a Binter CV está com falta de pilotos, porque, provavelmente, contavam com a paragem temporária da TACV para adquirirem pilotos na companhia aérea estatal. O que não aconteceu porque a TACV, sentindo a concorrência, tornou-se mais “agressiva” prometendo melhores condições e convencendo os seus pilotos a permanecerem na transportadora pública, que tem garantias de continuidade enquanto a Binter tem contrato de quatro anos.
De facto, apenas cerca de 12 trabalhadores deixaram a TACV para ir integrar a equipa da Binter CV, e desses apenas dois são pilotos.