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Desde que foi anunciado, e que seria, em principio, com caracter de urgência, o processo de despedimentos na TACV está desde então suspenso.

O processo de despedimento de boa parte dos trabalhadores da TACV anunciado pelo Governo, afinal nem chegou a andar. É que, além da insatisfação que tal medida provocou junto dos funcionários da companhia aérea estatal e da sociedade no geral, o Executivo terá decidido pela suspensão do projecto de saneamento do pessoal porque, ao que consta, aguarda o fecho do dossier de privatização da operadora de bandeira nacional.

Antes disso, terá que ser feita a reestruturação da empresa, que, por conseguinte, poderá levar ao despedimento de mais de cem trabalhadores. Ou seja, só depois da reorganização administrativa, financeira e comercial da TACV é que o processo de redução do pessoal será novamente levado à mesa de decisão.

Mesmo neste capítulo, segundo atestam as nossas fontes, persistem ainda dúvidas ainda se será o Estado, ou o Governo enquanto órgão executivo, a fazer os cortes necessários para sanar as despesas e reajustar a folha de pagamentos ou se será o novo dono da TACV, em vias de ser privatizada, a pegar no dossier.

Neste momento, já existem empresas interessadas em adquirir a companhia aérea de bandeira nacional, mas tudo continua sendo gerido com máximo de sigilo pelo Governo, que, além da melhor proposta financeira, procura um parceiro estratégico à altura.

Seja qual for a escolha – entre os interessados onde, sabe-se, estão a TAAG/Emirates , uma empresa chinesa e potencialmente um grupo de capital russo – haverá cortes a nível do pessoal. A TACV, recorde-se, tem à volta de 700 trabalhadores, número considerado exagerado para uma companhia que há muito baixou do vermelho e vem operando em falência técnica.

Por isso os despedimentos devem atingir pelo menos 150 trabalhadores. O Governo nunca confirmou esse número, mas esse é máximo decido depois de encontro com os mesmos.

Na verdade, a administração da TACV reuniu-se desde finais do ano passado com os trabalhadores para anunciar que pretende mandar para casa, de uma assentada, 150 trabalhadores.

Chegar a esse acordo não foi fácil. Mas o truque do CA foi simples: pôr sobre a mesa de discussão dois cenários, ou despedimentos ou redução de 15% nos salários. Como ninguém quis ver reduzido o seu vencimento, a administração entrou então com a medida extrema, despedir mais de 100 chefes de família (apenas pessoal administrativo). E consta que o Governo já tem disponíveis 100 mil contos para as indemnizações.

O argumento para despedir pessoal é de que a companhia chegou a um ponto tal – perdas de mais de 4 milhões de dólares em 2015, um registo recorde, e 120 milhões de passivo – e o Governo já disse que não vai injectar mais nenhum tostão para continuar a pagar as despesas correntes. E a solução encontrada foi reduzir pessoal.

Só que desde então (Novembro do ano passado) nada mais avançou, estando o dossier parado á espera dos novos donos da companhia aérea nacional.