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Um paciente  com traumatismo foi encaminhado para o Hospital da Praia na passada quinta-feira dentro de uma ambulância no Fast ferry Liberdade devido a impossibilidade de fazê –lo  via aérea. 

Isto  porque os aviões da Binter não têm condições de evacuar doentes e o único ATR da TACV que fazia o serviço já não viaja para São Filipe.

O transporte do paciente via marítima só foi permitido porque o comandante do navio avisou que o mar estava calmo, caso contrario não permitiria por questões de segurança, uma vez que em mares agitado há riscos até das viaturas capotarem dentro do porão,  caso que já aconteceu uma vez.

Além do mais,  fontes do hospital de São Filipe avançam que o envio de doentes de barco implica outras despesas, já que o mesmo tem de ser enviado através da única ambulância, encarecendo o processo com o pagamento do transporte da viatura no percurso São Filipe/Praia/São Filipe.

 Ou  seja a  transferência de doentes do hospital regional do Fogo para Agostinho Neto (Praia) em macas é cada vez mais difícil  arriscado e custoso e os profissionais de saúde temem que o processo se complique mais a partir de 01 Agosto quando a Binter começar a operar sozinha no mercado inter-ilhas,  uma vez  que não consegue dar respostas a essa demanda.

Outro constrangimento é que os doentes que necessitam de oxigênio também enfrentam dificuldades porque a Aeronáutica Civil proibiu a utilização de oxigénio porque as empresas que fornecem este produto aos hospitais não têm certificado para o transporte, e, em caso de necessidade, as autoridades sanitárias devem solicitar a disponibilidade de oxigénio pelas companhias mediante o pagamento de um valor superior a 20 mil escudos, encarecendo assim a transferência de doentes.

A nível marítimo, igualmente o processo é demasiado caro porque é necessário suportar as despesas com a deslocação de ambulância, do condutor e do acompanhante, além de outros constrangimentos que a deslocação de ambulância deixa para a estrutura de saúde.

 Ainda há rumores que circulam em São Filipe que um jovem foi amputado uma perna alegadamente devido a demora no seu encaminhamento para o serviço de ortopedia do hospital Agostinho Neto, pelo menos três dias depois,  mas quanto a isso o responsável do hospital explica que a amputação foi necessária porque o paciente precisava se estabilizado antes da transferência.