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Nem remodelação – no sentido clássico do termo – nem reajuste.

Três caras novas como secretários de Estado deverão engordar o elenco governamental, possivelmente, ainda neste mês de Junho: Carlos Anjos, Paulo Veiga e Júlio Herbert serão os nomes que se seguem.

Nem remodelação – no sentido clássico do termo – nem reajuste. O Executivo deverá ficar mais alargado nos próximos dias com as mexidas que o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, pretende introduzir na máquina governativa.

Em princípio, e segundo este blog pôde apurar, nenhum dos onze ministros do Governo empossado há pouco mais de um ano deverá sair. Pelo contrário, Ulisses Correia Silva quer alargar a sua equipa apostando em três secretários de Estado para coadjuvar o ministro da Economia e Emprego e o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Carlos Anjos, actual director geral do Turismo e Transportes, deverá subir para secretário de Estado para se ocupar precisamente desses dois sectores, e fala-se no actual deputado Paulo Veiga para secretário de Estado do emprego e economia real.

Esses dois gestores deverão, assim, auxiliar o super-ministro José Gonçalves, que se viu embrulhado nas muitas pastas que tinha sozinho sob sua tutela. Já o diplomata Júlio Herbert é apontado como secretário de Estado das Relações Exteriores, a fim de coadjuvar Luís Filipe Tavares a lidar com os Negócios Estrangeiros numa altura em que a diplomacia cabo-verdiana necessita de novo impulso.

Este alargamento do Governo vem confirmar as suspeitas iniciais de que um elenco tão curto (12 ministros) aprovado pelo primeiro-ministro poderia ser ineficiente, diante dos grandes e muitos desafios que o país enfrenta. 

As mexidas – em termos de orgânica terá mais impacto sobretudo no Ministério da Economia e Emprego – serão, pelos vistos bem leves, preferindo o chefe do Governo manter no seu elenco os ministros que o acompanham desde que o actual executivo tomou posse.

Apesar das críticas, Abrão Vicente, Eunice Silva e o próprio José Gonçalves, apontados como potenciais nomes a cair na remodelação que se espera há algum tempo, deverão continuar de pedra e cal no Governo. O mesmo será dizer que, a confirmar-se esse cenário, continuam a merecer total confiança do seu, líder Ulisses Correia e Silva.